O CATAVENTO CULTURAL, ANTIGO PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS, PARTE 1

AVENIDA MERCÚRIO, S/N
ATUAL CATAVENTO CULTURAL
ANTIGO PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS
PROJETO DE DOMIZIANO ROSSI (1865-1920), 1911 C.
CONSTRUÍDO PELO ESCRITÓRIO TÉCNICO RAMOS DE AZEVEDO, 1911-24

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O Palácio das Indústrias foi inaugurado em 1920 para abrigar a III Exposição Industrial de São Paulo, no mesmo momento em que a então capital federal, o Rio de Janeiro, corria contra o tempo para sediar a exposição comemorativa do primeiro centenário da nossa Independência.

A construção, inspirada no Castelo Mackenzie, projetado em finais do século XIX pelo arquiteto Luigi “Gino” Coppedè, na Itália, era a jóia arquitetônica encravada na Várzea do Carmo, agora reurbanizada e rebatizada Parque Dom Pedro II. No alto de sua altíssima torre, guarnecido por águias e apontado para o alto, um farol elétrico iluminava os céus e informava ao mundo do acontecimento, em clara alusão à modernidade.

No segundo pavimento há três grandes vitrais figurativos, dedicados ao Comércio, à Agricultura e à Indústria. Foram executados, como 10 entre 10 conjuntos de vitrais do período, pela Casa Conrado – leia-se Família Sorgenicht -, que em seus mais de 100 anos de atividade produziu mais de 600 vitrais por todo o Brasil.

O primeiro vitral – abaixo – é dedicado à Alegoria do Comércio. Em seu centro está o deus romano Mercúrio – Hermes, para os gregos -, Padroeiro dos Comerciantes, e seus atributos mais típicos: capacete e sandálias alados, uma bolsa de dinheiro e o caduceu – bastão que esta divindade sempre carrega. A seu lado estão quatro putti representando o Comércio Marítimo.

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No segundo vitral, visto abaixo, vemos Ceres, deusa romana da Agricultura (Deméter, para os gregos), entre videiras, e seus atributos: a foice na mão direita e um cesto lotado de frutas a seus pés. A seu lado outros quatro putti representam a Viniviticultura, a produção de bananas e a Pecuária.

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No terceiro vitral, uma figura feminina porta uma grande engrenagem e tem à mão direita uma marreta. Ao seu lado e rodeados de tornos, roldanas, caldeiras e rodas de automóveis, pequenos “putti-operários” se ocupam de tarefas como a Marcenaria e a Metalurgia. Ela é a Alegoria da Indústria.

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Na Parte 2 falaremos sobre as esculturas da fachada.

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One comment

  1. […] nos nichos. Assim como nos vitrais da Casa Conrado do segundo pavimento, tratados aqui na Parte 1, elas representam alegorias alusivas às atividades que proporcionaram a riqueza paulista: a […]

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