O CATAVENTO CULTURAL, ANTIGO PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS, PARTE 2

AVENIDA MERCÚRIO, S/N
ATUAL CATAVENTO CULTURAL
ANTIGO PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS
PROJETO DE DOMIZIANO ROSSI (1865-1920), 1911 C.
CONSTRUÍDO PELO ESCRITÓRIO TÉCNICO RAMOS DE AZEVEDO, 1911-24

Olá, amigos! Hoje continuaremos estudando a decoração externa do prédio, com especial destaque para as esculturas absolutamente únicas do escultor italiano Nicola Rollo (1889-1970), que montou seu ateliê nas próprias dependências do futuro palácio e ali esculpiu os vários grupos escultóricos da fachada.

O escultou barês legou-nos ainda o aprendizado a um de nossos maiores artistas modernos, o escultor italo-brasileiro Victor Brecheret.

Além do monumental friso em baixo-relevo – objeto de postagem futura -, são da autoria de Rollo os grupos escultóricos Progresso e as quatro longilíneas esculturas em cimento modelado posicionadas nos nichos. Assim como nos vitrais da Casa Conrado do segundo pavimento, tratados aqui na Parte 1, elas representam alegorias alusivas às atividades que proporcionaram a riqueza paulista: a Agricultura, que traz em seus braços ramos do produto responsável pela riqueza do estado – o café; o Comércio, representado pelo livro e pelo caduceu de Mercúrio; a Indústria, que traz nas mãos o malho e a engrenagem; e a Pecuária, que ampara um novilho recém-nascido nos braços. Todas podem ser vistas abaixo.

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A Alegoria da Agricultura e os ramos de café.

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A Alegoria do Comércio segura com a mão esquerda o caduceu de Mercúrio – nele impressa a própria face alada do deus romano. Na mão direita ela porta um livro, provavelmente alusivo à justiça no Comércio.

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A Alegoria da Indústria carrega consigo o malho (marreta) e uma engrenagem.

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Rollo representou a Alegoria da Pecuária trazendo um pequeno novilho em seus braços.

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A Alegoria do Progresso – vista acima – está sendo puxada por uma parelha de bois guiada pela Agricultura, uma alusão ao impulso proporcionado pela lavoura cafeeira para o progresso de São Paulo. Traz nas mãos uma grande palma, símbolo da Vitória, da Ascenção e da Regeneração.

Provavelmente inspiradas também na arquitetura de Gino Coppedè – veja a Parte 1 -, pródiga em apor cabeças de animais em suas fachadas, numerosas esculturas de cães de raças diversas ornam – ou guardam – o complexo nas mais variadas posições – ora em posição de vigília, sobre pedestais, ora suportando colunas, ora aspergindo água (abaixo).

Por hoje é só. Até a Parte 3.

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