PALACETE CHAVANTES

dsc_1444_bRUA BENJAMIN CONSTANT, 171
PALACETE CHAVANTES
PROJETO DE ALEXANDRE RIBEIRO MARCONDES MACHADO, 1930 C.
CONSTRUÍDO POR SAMPAIO E MACHADO ENGENHEIROS CONSTRUTORES, 1930 C.

O prédio foi projetado para um grande produtor de café da cidade paulista de Chavantes. O projetista, o engenheiro Alexandre Ribeiro Marcondes Machado (Pindamonhangaba, 11/04/1892 – São Paulo, 22/08/1933), é mais conhecido por sua intensa atividade literária pré-modernista, na qual usava o pseudônimo Juó Bananére. Dono de uma verve irreverente e satírica extremamente bem recebida no período pelas comunidades imigrantes, Bananére foi o responsável pela criação de “uma linguagem macarrônica italo-paulista única”, nas palavras de uma historiadora, muito popular entre as massas proletárias do período.

Um grande baixo-relevo em semicírculo está posicionado na bandeira da porta principal do edifício. Representa momentos da colheita, ensacamento e transporte do café. Notem-se as escadas improvisadas feitas para alcançar o alto do arbusto e as peneiras com as quais se abanava o café, processo manual pelo qual os grãos eram separados das folhas e demais sedimentos antes do ensacamento.

No nível do segundo pavimento estão ainda quatro atlantes, como o visto aqui, simbolicamente suportando o peso da construção.

Machado/Bananére contribuía, assim, para transformar São Paulo na “cittá mais bunita do l´universimo”[1]

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RUA BENJAMIN CONSTANT, 171
PALACETE CHAVANTES
DESIGNED BY ALEXANDRE RIBEIRO MARCONDES MACHADO, C. 1930
BUILT BY SAMPAIO AND MACHADO ENGINEER-CONSTRUCTORS, C. 1930

The building was designed by a great coffee producer in the city of Chavantes in the state of São Paulo. The designer, engineer Alexandre Ribeiro Marcondes Machado (Pindamonhangaba, April 11, 1892 – São Paulo, August 22, 1933), is best known for his intense pre-modernist literary activity under the pen name of Juó Bananére. He had an irreverent and satirical verve that was extremely well received at the time by immigrant communities and he created “a unique broken Italian-Paulista language,” according to a historian, very popular among the proletarian masses of the time.

A large semi-circular bas-relief was placed on the upper wing of the main door of the building. It represents moments during the coffee harvest, bagging and transport. Note the makeshift ladders to reach the top of the bush and the sieve with which coffee beans were winnowed, a manual process through which beans were separated from leaves and other detritus before bagging.

On the second floor level there are also four Atlanteans, as seen here, symbolically supporting the weight of the construction.

Machado/Bananére thus contributed to transform São Paulo into “the most bella cittá in l’universimo.”[2]

[1] Toledo, Roberto Pompeu de. A Capital da Vertigem.

[2] “[C]ittá mais bunita do l’universimo” (Toledo, Roberto Pompeu de. A Capital da Vertigem).

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