PALÁCIO DA JUSTIÇA DE SÃO PAULO, PARTE 2

PRAÇA CLOVIS BEVILACQUA, S/N
PROJETO ORIGINAL DE DOMIZIANO ROSSI
PROJETO CONCLUÍDO POR FELISBERTO RANZINI
CONSTRUÍDO PELO ESCRITÓRIO TÉCNICO RAMOS DE AZEVEDO, 1920-33

QUATRO ESCULTURAS EM CIMENTO MODELADO
ELIO DI GIUSTO (1894-1935)

Na primeira postagem sobre o Palácio da Justiça – aqui – vimos os bustos de Clovis Bevilacqua e Augusto Teixeira de Freitas apostos nessa rica fachada eclética. Hoje estudaremos um pouco mais sobre o assunto.

O projeto, como vimos, foi inspirado no Palácio da Justiça de Roma, do arquiteto Guglielmo Calderini.

Na imagem acima vemos a parte superior da majestosa portada principal do palácio. Apoiados sobre o entablamento em granito vermelho de Itu, no qual se lê PALACIO DA JUSTIÇA, estão duas alegorias, uma feminina e outra masculina, munidas dos atributos clássicos da Justiça. Ela, portando à cabeça o barrete frígio, símbolo da liberdade republicana, está desnuda e traz à mão esquerda o código das leis. Ele porta a espada, representando o rigor da Justiça, que não hesita no momento de punir, e com a qual separa a ficção dos fatos, simbolizados pelos seus dois gumes. No cabo da espada está gravada a cabeça de um leão, animal em cuja força a Justiça se inspira. Com a mão esquerda ele segura ainda um escudo no qual está gravada a figura de Mercúrio, uma alusão à Justiça no Comércio.

Outras duas esculturas, igualmente sedestres e posicionadas dentro de nichos, representam mais uma vez alegorias alusivas às funções do prédio, uma masculina e outra feminina. Ele, representando o Direito, traz aberto o Livro das Leis. Ela, a Justiça, com uma das mãos aponta o caminho da verdade – uma de suas atribuições – e apoiada sobre livros carrega uma espada.

Elio di Giusto ficou em segundo lugar no concurso para a escolha do projeto para o Monumento a Ramos de Azevedo, que envolveu a nata da Escultura brasileira e foi vencido por Galileu Emendabili.

Construídas em granito vermelho de Itu, quatro monumentais colunas – duas de cada lado – sustentam a portada. Abaixo vemos um dos quatro capitéis em bronze, trazendo a imagem da Justiça de olhos vendados, já que o correto julgamento deve vir da evidência da razão e não da sugestão dos sentidos, que frequentemente confunde.

A decoração interna esteve a cargo de Antonio Vincitore e grande equipe.

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